• Andrey Daher Coelho

[Review] Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning - O Filho de Elder Scrolls com Fable no Switch



O RPG de sucesso retorna! Das mentes do autor R.A. Salvatore, junto com o criador de Spawn Todd McFarlane e do designer-chefe de Elder Scrolls IV: Oblivion Ken Rolston, chega Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning. Remasterizado com visuais impressionantes e jogabilidade refinada, Re-Reckoning oferece combate RPG intenso e personalizável dentro de um vasto mundo no jogo.

Descubra os segredos de Amalur, desde a vibrante cidade de Rathir até a vasta região de Dalentarth e as terríveis masmorras das Cavernas Brigand Hall. Resgate um mundo dilacerado por uma guerra violenta e controle as chaves da imortalidade como o primeiro guerreiro a ser ressuscitado das garras da morte.


Uma das coisas mais surpreendentes sobre o recente lançamento de Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning foi o quão pouco ele teve que ser ajustado ou adaptado para se sentir perfeitamente em casa no Nintendo Switch. Mal foi modificado em relação ao jogo original, além de um pouco de trabalho com o aumento da resolução e taxa de quadros, e mesmo assim é um jogo que até hoje é bom de jogar mesmo com tanto tempo se passando desde o lançamento original.



Para quem não conhece, o jogo é um RPG de ação, com um combate bem dinâmico e rápido, em um jogo que te permite usar diversos tipos de armas primarias e secundárias e ainda assim fazer upgrades do jeito que quiser moldar seu personagem a sua escolha. Que tal um mago "porradeiro"? É possível ! Não foi preciso alterar as mecânicas do jogo, justamente por que elas são o ponto forte dele até hoje.



Reckoning tem um sistema de classes e habilidade baseado na combinação, e combinação de três atributos principais, Might, Finesse e Sorcery, para criar uma infinidade de builds básicos ou híbridos. Combinado com uma variedade decente de tipos de armas, feitiços e habilidades, isso leva a um sistema de construção diversificado e dinâmico que permite que você jogue com qualquer estilo que você escolher.



A ação é excelente e qualquer um que perdeu este jogo ou simplesmente estava esperando pela versão Switch terá um verdadeiro deleite. Misturar armas primárias e secundárias (que podem ser qualquer combinação de espadas, adagas duplas, martelos, arcos, cajados, cetros, machados e chakrams) com defesas cronometradas e jogadas evasivas, feitiços e habilidades especiais fornece um sistema de combate divertido e em constante evolução e, embora não haja muito a fazer a não ser explorar, indagar e lutar, isso impede que a experiência pareça obsoleta.



Eu comecei a jogar pensando em focar apenas em ataques físicos, corpo a corpo, mas já na primeira dungeon eu mudei de ideia e passei a usar um cajado de fogo pelo qual eu fiquei apaixonado, dando golpes marciais com um cajado de fogo, isso é realmente fantástico!


A história (do escritor de Forgotten Realms RA Salvatore) também não é nada ruim, colocando você na pele do Fateless, um herói voluntário cuja morte e ressurreição recentes o deixou fora da trama do Destino, livre para fazer seu próprio destino em um mundo onde o futuro está amplamente escrito.



O mundo do jogo é realmente enorme, e com muitas missões para se fazer. Essa versão remasterizada conta também com todas as DLCs lançadas anteriormente, o que vai garantir umas ótimas horas extras de conteúdo para os aficionados em jogos grandes.


Os gráficos são uma mistura de algumas partes belas, graças a arte dos cenários, e outras partes que envelheceram mal perceptivelmente. É um jogo antigo que teve sua resolução de vídeo aumentada, então não espere por um jogo com gráficos de nova geração, mas de toda forma, ele está sim mais bonito do que o lançamento original.


O som do game também é bom, diálogos são dublados e a trilha sonora é bastante épica, o que da uma imersão excelente em ambientes distintos. O game tem essa mistura de Elder Scrolls com Fable até na parte da trilha sonora, então pode-se esperar por algo de excelência.



Veredito

Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning é uma pedida perfeita para quem nunca jogou o game no passado e agora tem um Nintendo Switch e busca por rpgs de ação com pegada mais clássica. O jogo cabe muito bem no modo portátil e tem muito conteúdo nessa versão com todas as expansões. O game mistura alguns elementos de Elder Scrolls e Fable, o que é muito legal e nos leva a um passado não muito distante de bons rpgs de ação que naquela época eram novidade. Para os que já jogaram o jogo original, saibam que essa versão remasterizada não mudou em nada o conteúdo do jogo, apenas aprimorou os visuais, então se você busca ter a mesma experiência de novo mas com uma melhor qualidade visual na tv ou jogando no modo portátil, essa é uma excelente oportunidade. Kingdoms of Amalur é um clássico cult dos rpgs modernos e merece sim a atenção dos usuários do Nintendo Switch.

Nota: 8/10

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